Solar dos Presuntos, um clássico dos restaurantes lisboetas!

Em melhores mordidas radar | 05/05/2015 Comentários

 

Por: Maria José Martins

 

NSolar dos Presuntos04as pedras da calçada de uma Lisboa mais castiça, escreve-se o nome de um dos restaurantes mais conceituados da movida portuguesa que faz história desde 1974. Nasceu no ano da revolução e, talvez, temperado por esse mesmo espírito de renovação, diz que teve como ingrediente principal a recuperação da cozinha minhota. Paredes meias com as ruas e ruelas, por onde se avistam os teatros e casas de espetáculo da capital portuguesa, a poucos metros do Coliseu dos Recreios e do famoso Parque Mayer, o Solar dos Presuntos, preserva na decoração das suas salas a história das estórias da vida artística, política e social da cidade ao longo de 41 anos. Batizando alguns dos espaços com nomes de atores, como é caso da Sala Armando Cortez, ou exibindo os retratos e caricaturas de gente famosa, que, como refere, demonstra a “qualidade” dos seus clientes que têm “honrado com a sua presença” esta casa, considerada, “uma das mais antigas cozinhas portuguesas”.

 

 

 

 

 

 

 

Solar dos Presuntos03

Corteses, afáveis e calorosos, são valores que gosta de destacar para se diferenciar dos outros restaurantes. E de facto, aqui, sente-se a tradição do bem acolher e servir. Desde a simpatia de quem nos arruma o carro, na estreita rua da Portas de Sto Antão, aliviando o cliente da difícil tarefa de encontrar um lugar nestas concorridas artérias, paralelas à cada vez mais luxuosa Avenida da Liberdade. Ao almoço a procura é feita sobretudo pelos clientes portugueses. Mas ao jantar, este, é um dos locais de passagem obrigatória para os turistas, que querem provar as iguarias tradicionais portuguesas.

 

É melhor fazer reserva, pois são muitos os estrangeiros que se rendem aos sabores típicos apresentados pela ementa do Solar. Entre as especialidades, surgem como as mais celebres o “Arroz de Lavagante Descascado e ao momento ou o “Arroz negro de chocos, vieras, gambas, cogumelos e mexilhão”.

 

 

Solar dos Presuntos01

Da minha experiência, partilho a surpreendente “Garoupa à troica”, inspirada no atual contexto económico e social português, segundo me explicou o proprietário Pedro Cardoso – filho do fundador – e que não é mais do que: uma garoupa cozida com temperos muito simples, como o alho, coentros e azeite, servida numa tosta de pão rodeado com cebolas e um ovo escalfado. Um prato ajustado aos tempos de crise, que nos enche o paladar de memórias do campo, com as ervas frescas e aromáticas, típicas da gastronomia alentejana. É uma casa portuguesa, com certeza, que mantém na figura do Cozinheiro, os segredos da criação e confecção dos seus pratos. Este é um Chef mais tradicional, que à boa maneira antiga, com uma “mão cheia” para a cozinha, nos deixa com muita vontade de regressar.

 

Maria José Martins

 

 

 

* Maria José Martins é coordenadora editorial do I´m in Motion e apreciadora da boa cozinha. Sempre que tem oportunidade adora reunir a família e os amigos à volta da sua mesa.

O toque fresco dos citrinos

Em melhores mordidas tendências | 15/01/2015 Comentários

 

 

A proposta de Pascal Meynard no menu de festa

 

 

 

Por Maria José Martins 

 

Na oferta gastronômica da hotelaria de luxo lisboeta é obrigatório destacar o majestoso restaurante Varanda do Ritz Four Seasons. De origem francesa, natural de Amiens, Pascal Meynard é o chef executivo responsável pela experiência gastronômica oferecida por esta grande unidade hoteleira de 5 estrelas, construída na década de cinquenta, com a missão de dignificar a hotelaria de luxo portuguesa e de projetar o nome de Lisboa internacionalmente. Localizado em pleno coração da cidade, com cerca de 290 quartos, numa das sete colinas de Lisboa, tem uma das vistas mais belas sobre o Tejo e a zona histórica. Um lugar privilegiado para o lazer e negócios, onde se encontram diariamente a elite politica e econômica de Portugal. Propriedade da família Queiroz Pereira, com uma já longa tradição industrial no país, o Ritz de Lisboa é gerido, desde os finais dos anos 90, pela célebre cadeia canadiana Four Seasons.

 

No período de festas, fomos testar a propostas de menu assinadas por Pascal Meynard. O chef trabalha há 6 anos no Grupo, depois de ter passado pela cozinha de alguns conceituados restaurantes franceses, incluindo de uma estrela Michelin, o Ithurria, na região basca, o Le Pré Catelan e o Le Pavillon Royal, em Paris. Por estes dias, o Ritz foi um dos hotéis de luxo mais procurados na capital portuguesa, as festas para empresas, a ceia e os almoços de Natal e passagem do ano, bem como a grande noite de Réveillon, atraem clientes de todo o mundo e, em particular, do Brasil. Momentos de partilha e celebração que Pascal e a sua equipa preparam ao mais ínfimo pormenor.

 

Restaurante Varanda do Ritz Four Season - Lisboa

 

 

Apesar deste frenesim de hóspedes, a cozinha chefiada por Meynard é um lugar sereno. O chef vê-se que é próximo da sua equipa – que faz questão de o cumprimentar sempre com sorriso. Percebe-se bem que há um espírito de união entre todos. Surpreende a atitude simpática de Pascal, contrariando um certo estereótipo de chef, mais autoritário e individualista na forma de trabalhar.  Aqui, encontrei um chef sempre dócil e atencioso e pronto a partilhar os seus conhecimentos. Mostra-nos as frutas e legumes que chegam de uma quinta do Alentejo, cujo nome não mais esquecerei: “Lugar do Olhar Feliz”. Talvez por isso, os pratos que se preparam tenham cores e sabores que nos deixam também com um ar satisfeito. Propostas sofisticadas, que convidam a uma digestão leve e com um toque fresco dos citrinos, ingrediente que o chef gosta de adicionar às suas receitas.

 

No Natal e no Ano Novo, o chef Pascal Meynard propôs como entradas e numa primeira opção Foe gras de pato, crocante de chocolate 70%, abóbora menina confit com fava Tonka, geleia de Grandjó. Como segunda opção, a pensar no Ano Novo, vieiras sautée, lavagante azul, legumes crocantes e emulsão de Kombava do Alentejo. Já como pratos principais, o chef elaborou uma lasanha de lagostins com pimenta Timut do Nepal, legumes com gengibre e lima. Para abrir o apetite a 2015, um salmonete com crocante de azeitona e mariniére de bivalves e emulsão de clorofila.

 

Menu Varanda do Ritz Four Seasons

 

Quanto às sobremesas?! Essas estão a cargo do Chef Pasteleiro Fabian, que nos adoça os sentidos com uma obra de arte: a efera de chocolate araguani, praline feuilletine, framboesa e hibiscus. Na passagem de ano, o chocolate voltou a ser o rei da noite, com um cremoso de chocolate Giandujá, ananás confit com lima e coentros, sorbet pina colada. Tudo testado e aprovado!

 

 

Maria José Martins

 

 

 

 

 

 

*Maria José Martins é coordenadora editorial do I´m in Motion e apreciadora da boa cozinha. Sempre que tem oportunidade adora reunir a família e os amigos à volta da sua mesa.

 

 

 

Brigite’s – um bistrô carioca com alma feminina

Em melhores mordidas | 09/12/2014 Comentários

 

No endereço que reúne os mais disputados restaurantes do Leblon está o Brigite’s. A casa, que se define como “um bistrô italiano bem carioca para ninguém botar defeito”, oferece no cardápio diversas pratos de massas inspirados na verdadeira cozinha do país da bota com o toque francês fazendo jus ao nome da casa. Num ambiente simpático em projeto assinado pelo arquiteto Bob Neri, o grande destaque vai para o bar que se estende pelo salão principal com a proposta de ser um gastrobar (a casa já levou o prêmio de Melhor Carta de Drinques no Rio Show Gastronomia, em 2012).

 

 

Quem comanda a cozinha é o chef Nelo Garaventa. O cardápio não é grande, mas consegue ter opções variadas como massas, peixes, frutos do mar, carnes, pratos leves e até opções orgânicas.

 

 

Brigite's  - Namorado, farofa de linhaça e mousseline de abóbora

Namorado, farofa de linhaça e mouseline de abóbora: prato tradicional

 

 

Entre as opções do menu, fazem sucesso o tagliolini ao vôngoles com aspargos ou um namorado com farofa de linhaça e mousseline de abóbora, como prato principal. E, para adoçar o paladar, torta rústica de chocolate sem glúten para quem for intolerante à lactose.

 

 

O tagliateli com ragu de carne e crispy de limão siciliano é uma boa opção dentro do leque de pratos de massa. Já na ala das carnes, o magret de pato é servido ao vinho do Porto com endívidas grelhadas e purê de inhame; e o stracotto de cordeiro acompanha polenta cremosa e porcinni. A carne assada na cerveja preta é escoltada por nhoque de batata e cebolas caramelizadas.

 

 

O espaço é tão simpático e o cardápio tão eclético que muitas das minhas idas ao Brigite’s são na companhia do meu marido e das minhas crianças. O que eles devoram: o spaghetti à carbonara, que é um clássico da cozinha italiana e uma receita que faço regularmente em casa (mas para os meus filhos nunca é demais), e posso dizer que está sempre perfeito, no ponto, cremoso e leve ao mesmo tempo. E não tem a ver com fato de o chef ser filho de italianos ou de ter morado na Italia (tem outros tantos chefs de origem italiana que não acertam), é porque ele tem mão para a massa! Os croquetes de pato e o trio de mini hamburguers de picanha que vem acompanhado de batata frita e uma salada verde “marcham que nem soldadinhos” para as suas boquinhas ávidas e divertidas dos meus pequenos. Detalhe interessante: cada mini hamburguer vem recheado com um molho diferente – iogurte, cheddar ou gorgonzola, mas você pode optar pelo que for da sua preferência.

 

 

Croquete de pato do Brigite's

Croquete de pato do Brigite’s

 

 

A parte mais adulta da noite fica por conta do bar de onde saem bebidas especiais, drinques elogiados e até premiados. Entre as especialidades da casa estão o Star No Rio, preparado com uvas verdes, carambola, manjericão e vodka; e o Limões do Engenho, que é uma versão mais sofisticada da conhecida caipirinha, feito com limões siciliano e tahiti, rapadura e vodka.

 

 

A casa tem pé direito alto, que adoro, e ambiente clean. Mas o seu ponto alto é mesmo a combinação de um ambiente cool, blasé, um menu eclético e bem executado e o excelente atendimento.

 

 

Verdade que se a intenção era dar uma alma mais feminina a este espaço, o trio que gerencia – Ana Carolina Gayoso, Bia Stewart e Marina Hirsc – conseguiu. Essa feminilidade está presente, sente-se. Para além do Brigitte’s, as meninas ainda encontram tempo e energia para os outros restaurantes do grupo, Sushi Leblon do Zuka.

 

 

Sem dúvida, um endereço que vale a visita, correndo o sério risco de se tornar habitué da casa, como eu, como nós.

 

Bella Mia - Brigites

Bella Mia: um dos drinks especiais

 

SERVIÇO 
Endereço: Rua Dias Ferreira, 247A, Leblon – Rio de Janeiro
Telefone: (21) 2274-5590
e-mail: contato@brigites.com.br

 

 

 

 

 

 

 

 

Vinagres gourmet são excelentes aliados em receitas especiais

Em melhores mordidas | 08/12/2014 Comentários

 

 

Existem muitos tipos de vinagres no mercado. E o seu uso é variado e democrático: vai desde a higienização dos alimentos à saborização de pratos e pode ser encontrado, hoje em dia, em todos os mercados e com preços mais acessíveis. Mas, a escolha de um bom rótulo pode ser o aliado que faltava à sua receita. Sim, estou a falar do vinagre, esse velho aliado da gastronomia e que tem conquistado lugar de destaque nas mesas mais sofisticadas.

 

 

Os vinagres mais comuns são o Agrin, os de vinho branco e tinto e os de frutas. Vamos falar um pouquinho sobre cada um deles. O vinagre Agrin, o famoso tipo comum, é muito ácido. Ele é indicado na higienização dos alimentos e, pelo mesmo motivo, não faz bem á saúde. Não é bom usá-lo na hora de temperar. O Vinagre de vinho pode ser branco ou tinto. O branco, de sabor mais suave, e o tinto, mais vigoroso. Este, além de temperar, é muito usado para marinar carnes. Há pesquisas que garantem que ele ajuda a emagrecer. O Vinagre de maçã, e de frutas em geral, são os menos ácidos. Contêm ação antioxidante, que ajuda a retardar os efeitos do envelhecimento, e têm sabor mais leve e que interfere menos no gosto natural dos alimentos. ótima escolha para temperar saladas.

 

 

Não tão novos assim, mas menos comuns nas prateleiras dos supermercados, estão os vinagres orgânicos, que trazem em seus ingredientes produtos de origem orgânica. Além de serem bons aliados da saúde, possuem um sabor especial.

 

 

Na linha gourmet, que não pode faltar na minha dispensa, estão os vinagres aromatizados, que misturam ervas, especiarias, frutas e os balsâmicos, do tipo mais “nobre” de vinagre, de sabor acentuado e rico e textura mais densa.

 

vinagres gourmet

 

Os chamados vinagres gourmet são preparados a partir de frutas, de champanhe ou de vinhos como Cabernet e Pinot Noir, entre outros. As diferenças básicas entre o vinagre comum e o gourmet estão na matéria-prima e no processo de fabricação, que pode incluir até envelhecimento em barris de carvalho. O gourmet é feito a partir de ingredientes mais nobres, com uma produção cuidadosa. E por isso conferem um sabor especial às preparações. No entanto, não se deve abusar. Eles são ótimos para dar um sabor especial, mas o uso exagerado pode acabar com o sonho da receita perfeita!

 

 

Aprenda a usar alguns tipos de vinagre gourmet com algumas sugestões de harmonização:

 
Vinagre de champanhe: combina com peixes e frutos do mar.
Vinagre de estragão: vai bem com carnes de sabor mais forte e peixes em geral.
Vinagre de sidra de maçã: adequado para temperar pratos frios, como salada de pato e carpaccio. Também combina com molhos frios agridoces, mas não é recomendado para temperos ou molhos quentes.
Vinagre balsâmico de Modena: produzido na Itália, é ideal para reavivar o sabor de carnes, em especial as de vaca e de pato. Também funciona como tempero de peixes defumados, como truta e salmão.
Vinagre de framboesa: indicado tanto para temperar carnes e condimentar saladas de batata como para dar um toque diferente a uma salada de frutas.
Vinagre balsâmico branco: de paladar doce e suave, combina com saladas e serve para realçar o sabor de carnes e pescados defumados. Também pode ser usado em sobremesas.
Vinagre de vinho ao alho: bom para temperar saladas, carne de cordeiro e de porco.

 

 

 

Dicas anotadas?

 

 

 

 

 

 

 

Chef Ivo Faria: sucesso mineiro em qualquer lugar do mundo

Em melhores mordidas radar | 28/07/2014 Comentários

 

O que faz um chef de cozinha de sucesso? Ivo Faria tem a resposta. Talento, dedicação, muito estudo e um dom especial para transformar refeições em desejo de consumo.

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